A aposta Ehrlich-Simon serve como o debate fundamental na economia ambiental. Ela contrapõe o pessimismo malthusiano sobre os recursos (Paul Ehrlich) ao otimismo tecnológico (Julian Simon). Esta aposta não é apenas sobre preços de metais; explora se a transformação dos padrões de vida desde a Revolução Industrial — um legado da era da siderurgia sindicalizada —pode continuar indefinidamente dentro da biosfera.
Principais Ideias Temáticas
- A Corrida: Ehrlich argumentou que o crescimento populacional e a riqueza causariam choques de oferta, enquanto Simon apostou que os recursos de combustíveis fósseis se expandiriam efetivamente através da inovação. Simon venceu a aposta de 1980, pois os preços caíram.
- A Armadilha da Inelasticidade: Quando as curvas são inelásticas, pequenas mudanças na oferta ou na procura geram grandes variações no preço de equilíbrio de mercado.
- Limites da Biosfera: Ao contrário dos metais, a capacidade da atmosfera é finita. O CO₂ subiu de 280 para 400 ppm, aumentando 2–3 ppm/ano. Atualmente, medimos o impacto em $GtCO_2e$ por ano.
- Lógica de Política: Precisamos passar do resultado sem intervenção (Ponto B) para um modelo que utilize políticas de mitigação, equilibrando o Custo Privado Marginal de Mitigação (CPMM) com a taxa marginal de transformação.
A "Condição de Saída da Cidade"
A degradação ambiental cria uma escolha: ficar com baixa qualidade ou migrar. Esta é a condição de saída da cidade: um pacote de qualidade ambiental e salário pelo menos tão desejável quanto uma opção de reserva noutro local.